quarta-feira, 9 de maio de 2012

Meu milagre.


E, de repende, como quem jamais esperaria a vinda de um milagre - eu já não pensava mais em ti, eu pensava naquele estranho, no desconhecido que tanto me fizera bem na madrugada de outono, durante o enchimento da Lua e revelação do seu brilho maior. Eu podia sentir. Sim, presentificada estava em mim: a tua ausência. Porque a tua presença se perdeu na amplidão de um espaço vazio, em processo de desconexão com minha carne, com minhas veias e meu espírito. Então eu agradecia ao mais azul e iluminado Céu, pois findou-se a tua imagem, tua tão sagrada imagem. Eu já não era tua. E tu nunca tiveras sido meu.