quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Naquela noite, de choro lento e misterioso, encostei minha densa cabeça em teus seios bem vividos, em seios nos quais eu suguei o leite morno que habita até hoje as pequenas veias formadoras dos desenhos em meu rosto, dos riscos quase invisíveis em meu lábio inferior, do castanho-claro que ocupa delicadamente o centro de meus olhos castanho-escuros, dos pêlos mais grossos de minhas sobrancelhas, dos diferentes "M(s)" nas palmas das mãos, do sorriso alegre e do sorriso triste, dos finos fios de cabelo um dia a esbranquiçar - e, então, já brancos, é tempo de ir ao espelho. E eu me lembraria de ontem. Calmaria quente em ter sido-me concedida a bênção de cair no sono enquanto sentia o cheiro forte... dos teus seios. Somente teus.